O destaque, o furo, a disputa pela audiência transformaram os veículos de comunicação em concorrentes que acima de tudo buscam público a qualquer preço.
Casos de morte transformam-se em novelas que podem durar meses. Um exemplo é o programa do Datena que explora tragédias, expõe familiares de vítimas de forma sem sentido. Repórteres entram no ar ao vivo para mostrar uma senhora chorar desesperada sem ao menos conseguir falar.
O jornalismo transformado em show, atualmente com a convergência de mídias tudo é transmitido e nada passa em branco.Segundo Domenique Wolton, atualmente vive-se a tirania da do instante, e a solução para esta overdose de informações seria abrandar, em vez de acelerar, organizar e racionalizar, em vez de aumentar os volumes de informação, introduzir intermédios, em vez de suprimir, regulamentar.
Ainda de acordo com Wolton, os ideais tornaram-se caricaturas, existe um defasamento entre os ideais da informação e a realidade.
A entrevista de Monica Lewinsky a Barbara Walters mostra o quanto o próprio consumidor da informação quer saber sobre futilidades. Do contrário saber detalhes sobre a intimidade de Monica Lewinsky com o então presidente Bill Clinton, não teria tido tamanha repercussão.
Douglas Kelner discute a cultura das mídias e define as pessoas como as que pensam e as que não pensam. O que entende-se na questão do bombardeio de informações é que embora os veículos passem o que querem, o consumidor tem a opção de aceitar ou não aquilo que vê, ouve, lê ou assiste.
Mesmo que o consumidor de mídia tenah a opção de escolher o que consome a questão é qual o futuro do jornalismo? Por que, mesmo com muitos veículos, sejam rádios, sites, programas de televisão, todos se assemelham e tratam a informação com ângulos iguais?
Não basta a informação nua e crua, é necessário para um jornalismo do futuro uma renovação que pudesse trazer de volta a qualidade da informação, além dos fatos, análises, outros ângulos e pontos de vista.
A convergência de mídias possibilita os amadores a sentirem-se no mesmo patamar dos profissionais, então a informação apurada, investigada é disseminada em milhares de blogs com o ponto de vista dos autores, fato é, que se o próprio veículo formal de comunicação já não é mais tão qualificado, o que esperar de quem ainda recorta o fato e ilustra em uma página de internet?
As crises do jornalismo afetam economicamente, politicamente e tecnicamente, os donos dos veículos são empresários e não jornalistas, pensam em ganhar dinheiro e não em informar com qualidade.
A busca pela audiência trouxe ao jornalismo mais publicidade, os jornais, revistas, sites, programas são um mix de bombardeio informacional com merchandising.
O espetáculo é o que importa, saber onde Bill Clinton praticou sexo com Monica Lewinsky é mais importante do que saber que ocorreu um terremoto no Japão.
Quem faz a notícia? Quem escolhe? Os jornalistas em geral dominam técnicas que possibilitam informar com qualidade, técnicas que podem transformar um fato em debate público, podem mudar a opinião das pessoas. Deveriam mudar o mundo, ao menos deveriam tentar mudar.
A sociedade capitalista consegue corromper o fato mais defasado da imprensa: a liberdade de expressão. O poder domina os veículos, e o poder quer ganhar dinheiro, o jornalista paga um preço caro por isso, escreve, apura, busca fatos novos e no fim o que sobra para o consumidor de mídia?
Seria culpa dos administradores e diretores? Ou do público que consome sem questionar?
Tanto se fala sobre o jornalismo atual, mas pouco se faz. Investidores estão em todo lugar, num dia são acionistas com poder de decidir em uma grande redação, se não der certo no outro dia o mesmo acionista do veículo de comunicação torna-se o investidor de uma empresa de salsichas enlatadas. Ou seja, o dinheiro define. O jornalista é mera ferramenta de trabalho para dar audiência, poderia ser tratado como uma marionete dos poderosos.
O curioso disso tudo é que o mesmo jornalista que cobre uma guerra, tempos depois pode estar ao vivo no ar para mostrar a dona Maria que acaba de saber que o filho foi assassinado por traficantes...E conta para ela no ar, para a mãe que perdeu o filho e para todo o país. Deve ouvir o diretor ao pé do ouvido: Filma ela chorando... Isso é jornalismo?
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quarta-feira, 23 de junho de 2010
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Cultura inútil
1.A revista Veja descobriu que o açúcar engorda.
2.Lula descobriu que o petróleo vai nos tornar ricos, ou os nossos tataranetos?
3.Plutão não é mais considerado um planeta.
4.Agora Plutão é um planeta anão.
5.Os celulares que há um ano atrás custavam R$ 2000,00 hoje são encontrados por até R$400,00.
6.A policia de São Paulo acredita que os usuários de crack da famosa crackolândia são um caso de saúde pública, a saúde pública alega que é um caso de policia?
7.Um homem se atirou do edificio Itália, a queda de um homem de um edificio visualmente se equivale ao tombo de uma melância.
8.Os velhos de hoje falam sobre as desgraças da ditadura militar, os jovens de hoje reclamam porque nada acontece. Esperam uma nova ditadura.
9.Os intelectuais da década de 60 cresceram ouvindo Beatles, Jovem guarda e Tropicália, os filhos dos intelectuais ouvindo éguinha pocotó.
10.Antigamente existiam partidos de esquerda e de direita, atualmente a esquerda se juntou a direita que se aliou a esquerda.
Por hoje era isso...
2.Lula descobriu que o petróleo vai nos tornar ricos, ou os nossos tataranetos?
3.Plutão não é mais considerado um planeta.
4.Agora Plutão é um planeta anão.
5.Os celulares que há um ano atrás custavam R$ 2000,00 hoje são encontrados por até R$400,00.
6.A policia de São Paulo acredita que os usuários de crack da famosa crackolândia são um caso de saúde pública, a saúde pública alega que é um caso de policia?
7.Um homem se atirou do edificio Itália, a queda de um homem de um edificio visualmente se equivale ao tombo de uma melância.
8.Os velhos de hoje falam sobre as desgraças da ditadura militar, os jovens de hoje reclamam porque nada acontece. Esperam uma nova ditadura.
9.Os intelectuais da década de 60 cresceram ouvindo Beatles, Jovem guarda e Tropicália, os filhos dos intelectuais ouvindo éguinha pocotó.
10.Antigamente existiam partidos de esquerda e de direita, atualmente a esquerda se juntou a direita que se aliou a esquerda.
Por hoje era isso...
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quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Taxi to the dark side

O pior do pior do ser americano
Um táxi para a escuridão aborda a tortura sofrida por afegãos nas prisões de Bagram, Guantánamo e Abu Ghraib após o 11 de setembro. O governo americano aprovou torturas que iam contra a cultura e a dignidade dos muçulmanos, e contra os padrões do Acordo de Genebra, acusando inocentes de terroristas.Partindo da história de Dilawar, um táxista afegão que foi levado por policiais e torturado até a morte, o documentário amplia o tema sem desconectar da história do taxista.
As imagens mostram os rumos da humanidade,a perda de valores através de Guerras criadas por interesses.Nos EUA todos acreditam que as leis são perfeitas,a nação é soberana,mas se uma análise fosse feita em relação ao comportamento dos soldados, políticos e até da opinião pública ficaria claro que não é aquilo que parece.
Simular afogamento, não deixar os prisioneiros dormirem, amarrá-los em correntes com os braços voltados para cima, destruir a moralidade até a morte, são fatos sutis comparados a realidade mostrada nua e crua no documentário vencedor do Oscar em 2008,aonde homens ficavam nús, encoleirados, humilhados e violentados até a morte.
Conhecer o trabalho do governo americano e suas táticas anti-terroristas “bushistas”,abre os olhos para os caminhos da humanidade, o quanto o homem se perdeu em valores e o quanto conquistou em soberba, o filme consegue atingir o público no que atualmente é inacessível : O senso de compaixão, assitir Um táxi para a escuridão traz aos espectadores um sentimento de pena dos afegãos e nojo do poder americano.
Em pesquisa realizada nos EUA ficou comprovado que a maioria dos americanos é a favor de torturas, mesmo depois de ter livre acesso ao que se passa nas celas.O que alerta o público e o faz pensar que se um dia jogassem uma bomba atômica nos Estados Unidos,todos diriam: QUE SE DANEM! Eles estão ganhando aquilo que merecem.
Sinopse:
Um taxista afegão, preso por líderes militares locais, morre 4 dias depois na Base Aérea de Bagram, por conseqüência dos ferimentos causados por soldados norte-americanos. Meses de investigação levam uma jornalista do New York Times até a vila remota da vítima. Lá, encontra o atestado de óbito em inglês, entregue pelo Exército Americano para a família da vítima, que só fala Pashtu. Causa oficial da morte: homicídio. Documentos oficiais revelam como o exército norte-americano e o FBI gastaram meses de pesquisa aperfeiçoando seus métodos para “dobrar” os prisioneiros.
Assista o trailer:
**Sinopse extraída do site: http://www.cineplayers.com/
Um táxi para a escuridão aborda a tortura sofrida por afegãos nas prisões de Bagram, Guantánamo e Abu Ghraib após o 11 de setembro. O governo americano aprovou torturas que iam contra a cultura e a dignidade dos muçulmanos, e contra os padrões do Acordo de Genebra, acusando inocentes de terroristas.Partindo da história de Dilawar, um táxista afegão que foi levado por policiais e torturado até a morte, o documentário amplia o tema sem desconectar da história do taxista.
As imagens mostram os rumos da humanidade,a perda de valores através de Guerras criadas por interesses.Nos EUA todos acreditam que as leis são perfeitas,a nação é soberana,mas se uma análise fosse feita em relação ao comportamento dos soldados, políticos e até da opinião pública ficaria claro que não é aquilo que parece.
Simular afogamento, não deixar os prisioneiros dormirem, amarrá-los em correntes com os braços voltados para cima, destruir a moralidade até a morte, são fatos sutis comparados a realidade mostrada nua e crua no documentário vencedor do Oscar em 2008,aonde homens ficavam nús, encoleirados, humilhados e violentados até a morte.
Conhecer o trabalho do governo americano e suas táticas anti-terroristas “bushistas”,abre os olhos para os caminhos da humanidade, o quanto o homem se perdeu em valores e o quanto conquistou em soberba, o filme consegue atingir o público no que atualmente é inacessível : O senso de compaixão, assitir Um táxi para a escuridão traz aos espectadores um sentimento de pena dos afegãos e nojo do poder americano.
Em pesquisa realizada nos EUA ficou comprovado que a maioria dos americanos é a favor de torturas, mesmo depois de ter livre acesso ao que se passa nas celas.O que alerta o público e o faz pensar que se um dia jogassem uma bomba atômica nos Estados Unidos,todos diriam: QUE SE DANEM! Eles estão ganhando aquilo que merecem.
Sinopse:
Um taxista afegão, preso por líderes militares locais, morre 4 dias depois na Base Aérea de Bagram, por conseqüência dos ferimentos causados por soldados norte-americanos. Meses de investigação levam uma jornalista do New York Times até a vila remota da vítima. Lá, encontra o atestado de óbito em inglês, entregue pelo Exército Americano para a família da vítima, que só fala Pashtu. Causa oficial da morte: homicídio. Documentos oficiais revelam como o exército norte-americano e o FBI gastaram meses de pesquisa aperfeiçoando seus métodos para “dobrar” os prisioneiros.
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**Sinopse extraída do site: http://www.cineplayers.com/
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segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Uma loucura chamada velocidade da informação
Esses dias andei pensando, aonde vamos parar, essa tecnologia toda sempre a frente de nós mesmos, internet de banda larga, microblogs, tudo muito instantâneo.
Preciso fazer um projeto de monografia na área de jornalismo e penso seriamente em fazer um mix sobre a velocidade da informação, nada mais passa em branco, qualquer rumor sobre algum assunto é veiculado na hora na internet, em seguida no telejornal e no outro dia no impresso ou em reportagens de revistas, ao mesmo tempo em que temos informação nos atacando como letreiros de neon, acabamos perdendo a percepção do que é importante.
Vamos imaginar que hoje no Brasil temos vários escandalos politicos e informações que podem ser relevantes caso existissem movimentos de verdade, gente na rua para tirar o Sarney da cadeira, por exemplo. Como ninguém faz nada acabamos lendo o Lead das matérias que de fato são importantes e um pop up pisca intensamente ao lado da noticia, fazendo propaganda de um tênis Nike, de um celular, ou convidando para adentrar em uma rede social, e junto a informação relevante, o pop up piscante, ainda temos a foto da atriz famosa de biquini flagrada na praia no final de semana, e os resultados dos campeonatos de futebol, a velocidade de tudo isso nos tira a concentração de algum tema especifico e nos faz ficarmos perdidos no meio de tudo isso e o pior de tudo sempre informados "por cima", não dominamos os assuntos, sabemos o fato em si, sem explorar o contexto lemos a matéria sem compreende-la de fato.
Enquanto somos bombardeados por informações, os veículos de comunicação agem desesperadamente para buscar audiência, o espaço publicitário invade a TV, o jornal, a internet, as revistas e torna-se prioridade dentro de um canal de comunicação, que sem os anúncios não sobreviveriam só de noticias.
Mas enfim o que isso pode representar para nós usuários?
O fato de hoje o acesso ser imediato, em tempo real também afeta (e futuramente saberemos bem disso) a cultura em geral da humanidade, imagino em poucos anos as pessoas lendo resenhas literárias, e não livros, pesquisando sobre um tema para estudos pelo google e não se aprofundando como antigamente.
A cultura se perde, e dentro desse pensamento devemso nos preocupar com o futuro de todos nós usuários da WEB 2.0 porque essa falta de conhecimento só nos torna superficiais, irrelevantes, se temos tudo mastigado porque pararmos para pensar? Será que algum dia existirá algum movimento como o Romantismo? Existirá no mundo outro Euclides da Cunha, outro Machado de Assis? Isso é preocupante, pois o acesso ilimitado a informação resulta em lermos bobagens que nem sempre coincidem com a relidade, somos super informados e ao mesmo tempo super mal informados, pensamos menos, deixamos de ler um livro sobre um tema cientifico e lemos um artigo , ou um resumo do assunto no Wikipédia, e aí como serão os médicos, advogados, engenheiros, professores das próximas gerações, graduados pelo google, vestibulandos que passam em provas porque nos cursinhos tiveram resumo do resumo dos fatos, vão direto a resposta final e exata sem o processo de aprendizado correto.
o que você lê na internet é 100% confiável, se lemos no portal e para termos certeza recorremos a wikipédia e o conteúdo está lá igualzinho ao noticiado, será que se formos atrás de livros escritos por pesquisadores o que foi estudado de fato coincide exatamente com o google?
Para que a cultura não se perca o ideal é que o acesso fosse mais restrito, pelo menos as notícias, reportagens mais elaboradas, não pode ser tudo tão rápido e de fácil acesso, digo gratuito, desta forma a pesquisa verdadeira, as novas filosofias e movimentos vão desaparecendo, e num passar de 20 anos o homem não fundou nada de diferente ou novo, a tecnologia sugou o conhecimento para evoluir enquanto nós ficamos atrasados mentalmente e 2.0 virtualmente, o que isso significa, aonde esta loucura vai parar? Daqui a pouco seremos Doutores do Google, e daqui a 50 anos quem estiver na escola continuará estudando a Revolução francesa, o descobrimento do Brasil, o romantismo, o barroco, etc; E o que aconteceu dos anos 90 pra cá? Nada a tecnologia evoluiu isso é certo mas a questão é outra, e nós? O que teremos para contar, que vivemos na geração ilha? Somos ilhas que conversam com outras ilhas virtualmente e não sabemos o que é inovar no campo da intelectualidade.
Não me acho superior a ninguém, na verdade também sou vitima das inovações tecnológicas, também troco uma visita a um amigo para conversar no msn, também troco um livro por várias páginas na internet, mas e aí quando isso vai mudar? Quando voltaremso a ser mais humanos e menos robôs?
Preciso fazer um projeto de monografia na área de jornalismo e penso seriamente em fazer um mix sobre a velocidade da informação, nada mais passa em branco, qualquer rumor sobre algum assunto é veiculado na hora na internet, em seguida no telejornal e no outro dia no impresso ou em reportagens de revistas, ao mesmo tempo em que temos informação nos atacando como letreiros de neon, acabamos perdendo a percepção do que é importante.
Vamos imaginar que hoje no Brasil temos vários escandalos politicos e informações que podem ser relevantes caso existissem movimentos de verdade, gente na rua para tirar o Sarney da cadeira, por exemplo. Como ninguém faz nada acabamos lendo o Lead das matérias que de fato são importantes e um pop up pisca intensamente ao lado da noticia, fazendo propaganda de um tênis Nike, de um celular, ou convidando para adentrar em uma rede social, e junto a informação relevante, o pop up piscante, ainda temos a foto da atriz famosa de biquini flagrada na praia no final de semana, e os resultados dos campeonatos de futebol, a velocidade de tudo isso nos tira a concentração de algum tema especifico e nos faz ficarmos perdidos no meio de tudo isso e o pior de tudo sempre informados "por cima", não dominamos os assuntos, sabemos o fato em si, sem explorar o contexto lemos a matéria sem compreende-la de fato.
Enquanto somos bombardeados por informações, os veículos de comunicação agem desesperadamente para buscar audiência, o espaço publicitário invade a TV, o jornal, a internet, as revistas e torna-se prioridade dentro de um canal de comunicação, que sem os anúncios não sobreviveriam só de noticias.
Mas enfim o que isso pode representar para nós usuários?
O fato de hoje o acesso ser imediato, em tempo real também afeta (e futuramente saberemos bem disso) a cultura em geral da humanidade, imagino em poucos anos as pessoas lendo resenhas literárias, e não livros, pesquisando sobre um tema para estudos pelo google e não se aprofundando como antigamente.
A cultura se perde, e dentro desse pensamento devemso nos preocupar com o futuro de todos nós usuários da WEB 2.0 porque essa falta de conhecimento só nos torna superficiais, irrelevantes, se temos tudo mastigado porque pararmos para pensar? Será que algum dia existirá algum movimento como o Romantismo? Existirá no mundo outro Euclides da Cunha, outro Machado de Assis? Isso é preocupante, pois o acesso ilimitado a informação resulta em lermos bobagens que nem sempre coincidem com a relidade, somos super informados e ao mesmo tempo super mal informados, pensamos menos, deixamos de ler um livro sobre um tema cientifico e lemos um artigo , ou um resumo do assunto no Wikipédia, e aí como serão os médicos, advogados, engenheiros, professores das próximas gerações, graduados pelo google, vestibulandos que passam em provas porque nos cursinhos tiveram resumo do resumo dos fatos, vão direto a resposta final e exata sem o processo de aprendizado correto.
o que você lê na internet é 100% confiável, se lemos no portal e para termos certeza recorremos a wikipédia e o conteúdo está lá igualzinho ao noticiado, será que se formos atrás de livros escritos por pesquisadores o que foi estudado de fato coincide exatamente com o google?
Para que a cultura não se perca o ideal é que o acesso fosse mais restrito, pelo menos as notícias, reportagens mais elaboradas, não pode ser tudo tão rápido e de fácil acesso, digo gratuito, desta forma a pesquisa verdadeira, as novas filosofias e movimentos vão desaparecendo, e num passar de 20 anos o homem não fundou nada de diferente ou novo, a tecnologia sugou o conhecimento para evoluir enquanto nós ficamos atrasados mentalmente e 2.0 virtualmente, o que isso significa, aonde esta loucura vai parar? Daqui a pouco seremos Doutores do Google, e daqui a 50 anos quem estiver na escola continuará estudando a Revolução francesa, o descobrimento do Brasil, o romantismo, o barroco, etc; E o que aconteceu dos anos 90 pra cá? Nada a tecnologia evoluiu isso é certo mas a questão é outra, e nós? O que teremos para contar, que vivemos na geração ilha? Somos ilhas que conversam com outras ilhas virtualmente e não sabemos o que é inovar no campo da intelectualidade.
Não me acho superior a ninguém, na verdade também sou vitima das inovações tecnológicas, também troco uma visita a um amigo para conversar no msn, também troco um livro por várias páginas na internet, mas e aí quando isso vai mudar? Quando voltaremso a ser mais humanos e menos robôs?
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quinta-feira, 25 de junho de 2009
Sem assunto
Os grandes jornais como Folha de São Paulo, O Globo, Estado, Zero Hora entre tantos, seguem os mesmos padrões tanto de informações quanto na maneira de expressão das matérias.
Atualmente na grandes cidades,existem diversas opções de jornais gratuitos, os tablóides Destak e Metro são fontes de informação para milhões de pessoas em São Paulo, e apresentam matérias recortadas e capas que remetem a home dos principais portais do país, a informação se limita a poucas linhas para a publicidade atacar e pagar o produto jornalistico.
O leitor compra o jornal para adquirir informação e o que vê são páginas inteiras de anúncios publicitários, esta padronização imposta pelos grandes jornais limita o leitor no discernimento dos fatos ali expostos.Quando temos poucas opiniões ficamos com poucas opções, e isso pode influenciar até mesmo na hora de escolher um candidato em eleição, pois os grandes jornais geralmente separam o país em dois partidos politicos, os pequenos não tem chance, o povo lê o ano inteiro sobre corrupção em Brasília e no ano de eleições tem A ou B, a falta de jornais voltados a comunidades, ou em pequenas cidades padroniza o pensamento e a interpretação dos fatos da grande massa que efetivamente compra o jornal.
Se fizermos um comparativo com a publicidade nos grandes jornais e nos pequenos, as marcas ali anunciadas são em geral as mesmas, isto geraria um ciclo, onde por falta de opção o leitor concorda e acredita naquilo que esta no jornal, assiste a mesma opinião nos telejornais e nos portais da internet, lê, ouve,e assiste simultaneamente em todos os veículos de comunicação os mesmos comerciais e tem uma percepção de marcas e opiniões industrializada, produzida em larga escala para a grande massa.
Embora os tantos meios multimidiáticos estejam aí a disposição de todos, estão padronizados.
Se existissem mais opções de jornais com boa distribuição e com redações menores, talvez a disseminação da informação poderia ser mais diferenciada, poderiamos ler diversas teorias e opiniões para os acontecimentos do mundo, o que abriria nosso campo de visão seja em qualquer fator, social, cultural, economico, politico,esportivo, não ficariamos limitados a pequenas notas e outdoors.
Atualmente na grandes cidades,existem diversas opções de jornais gratuitos, os tablóides Destak e Metro são fontes de informação para milhões de pessoas em São Paulo, e apresentam matérias recortadas e capas que remetem a home dos principais portais do país, a informação se limita a poucas linhas para a publicidade atacar e pagar o produto jornalistico.
O leitor compra o jornal para adquirir informação e o que vê são páginas inteiras de anúncios publicitários, esta padronização imposta pelos grandes jornais limita o leitor no discernimento dos fatos ali expostos.Quando temos poucas opiniões ficamos com poucas opções, e isso pode influenciar até mesmo na hora de escolher um candidato em eleição, pois os grandes jornais geralmente separam o país em dois partidos politicos, os pequenos não tem chance, o povo lê o ano inteiro sobre corrupção em Brasília e no ano de eleições tem A ou B, a falta de jornais voltados a comunidades, ou em pequenas cidades padroniza o pensamento e a interpretação dos fatos da grande massa que efetivamente compra o jornal.
Se fizermos um comparativo com a publicidade nos grandes jornais e nos pequenos, as marcas ali anunciadas são em geral as mesmas, isto geraria um ciclo, onde por falta de opção o leitor concorda e acredita naquilo que esta no jornal, assiste a mesma opinião nos telejornais e nos portais da internet, lê, ouve,e assiste simultaneamente em todos os veículos de comunicação os mesmos comerciais e tem uma percepção de marcas e opiniões industrializada, produzida em larga escala para a grande massa.
Embora os tantos meios multimidiáticos estejam aí a disposição de todos, estão padronizados.
Se existissem mais opções de jornais com boa distribuição e com redações menores, talvez a disseminação da informação poderia ser mais diferenciada, poderiamos ler diversas teorias e opiniões para os acontecimentos do mundo, o que abriria nosso campo de visão seja em qualquer fator, social, cultural, economico, politico,esportivo, não ficariamos limitados a pequenas notas e outdoors.
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quinta-feira, 18 de junho de 2009
Não obrigatoriedade do diploma de Jornalismo
Já fazia tempo que essa notícia assombrava muitos estudantes e profissionais de jornalismo, agora só se concretizou o que muitos já profetizavam, a não obrigatoriedade para o diploma na profissão de jornalismo.
No inicio eu até me revoltava com a idéia de estar perto de me formar justo neste curso e levar esse soco do Supremo, mas o que me tranquiliza é saber que embora qualquer pessoa possa trabalhar na função de jornalista os veículos continuarão dando prioridade para quem tiver curso superior.
De fato a liberdade de expressão não é apenas para jornalistas, vale para todos, mas não temos como negar que a faculdade colabora muito para a contribuição do profissional no trabalho, embora assim como foi dito regulamentação deve ser para quem tem profissão que envolva estudos técnicos e cientificos, o jornalista precisa ser criterioso ao escrever uma noticia, imparcial para não parecer partidário, deve saber qual a relevância do fato que vai veicular, saber mexer com programas de diagramação, fotos, saber hierarquizar as notícias (no caso de editores), sem contar que no curso aprendemos técnicas para conseguir manter fontes, para sabermos levar a informação de forma ética e sempre levando em conta a importância da opinião pública, está certo que somos livres, mas ler o que está em um blog como este por exemplo, ou ler num jornal que tem por trás profissionais preparados é muito diferente, na liberdade de expressão escrevo o que eu quero, dou enfase ao que acho importante e se quiser falo mal de partidos, times sem me preocupar com consequências ou se as pessoas que lêem levam a sério ou acreditam no que escrevo.
Caiu o diploma, mas os veículos continuarão exigindo profissionais formados para o exercício da função, então o que ficou formalizado com certeza não desmerece as pessoas que estudam para entrar na profissão.
Eu sempre acreditei que o diploma é só um pedaço de papel que serve para decorar a sala...
Outra coisa imaginem um processo seletivo na globo, um jornalista com diploma e um concorrente com ensino médio ou superior de outro curso, quem leva total vantagem?
Sem contar que dificilmente vão abrir vagas para os meios de comunicação sem exigir o diploma, ou seja, pode não ser obrigatório mas continuará sendo exigido.
No inicio eu até me revoltava com a idéia de estar perto de me formar justo neste curso e levar esse soco do Supremo, mas o que me tranquiliza é saber que embora qualquer pessoa possa trabalhar na função de jornalista os veículos continuarão dando prioridade para quem tiver curso superior.
De fato a liberdade de expressão não é apenas para jornalistas, vale para todos, mas não temos como negar que a faculdade colabora muito para a contribuição do profissional no trabalho, embora assim como foi dito regulamentação deve ser para quem tem profissão que envolva estudos técnicos e cientificos, o jornalista precisa ser criterioso ao escrever uma noticia, imparcial para não parecer partidário, deve saber qual a relevância do fato que vai veicular, saber mexer com programas de diagramação, fotos, saber hierarquizar as notícias (no caso de editores), sem contar que no curso aprendemos técnicas para conseguir manter fontes, para sabermos levar a informação de forma ética e sempre levando em conta a importância da opinião pública, está certo que somos livres, mas ler o que está em um blog como este por exemplo, ou ler num jornal que tem por trás profissionais preparados é muito diferente, na liberdade de expressão escrevo o que eu quero, dou enfase ao que acho importante e se quiser falo mal de partidos, times sem me preocupar com consequências ou se as pessoas que lêem levam a sério ou acreditam no que escrevo.
Caiu o diploma, mas os veículos continuarão exigindo profissionais formados para o exercício da função, então o que ficou formalizado com certeza não desmerece as pessoas que estudam para entrar na profissão.
Eu sempre acreditei que o diploma é só um pedaço de papel que serve para decorar a sala...
Outra coisa imaginem um processo seletivo na globo, um jornalista com diploma e um concorrente com ensino médio ou superior de outro curso, quem leva total vantagem?
Sem contar que dificilmente vão abrir vagas para os meios de comunicação sem exigir o diploma, ou seja, pode não ser obrigatório mas continuará sendo exigido.
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quinta-feira, 4 de junho de 2009
Jornalismo e o vôo 447
Desgraça alheia é bobagem, já não basta o avião ter caído, explodido, desaparecido, e agora os programas de televisão exploram o assunto com muito mal gosto. Explico: Desde segunda feira os jornais se esforçam em passar informações relevantes, falando o que está acontecendo, os procedimentos que estão sendo tomados, aonde estão os familiares das vitimas, como a Air France está agindo em relação a tragédia etc.
Certo a partir do fato e das buscas o assunto torna-se massante, então começam a surgir suítes (notícias relacionadas mas com outras diretrizes), como levar ao jornal especialistas que sugerem possíveis causas do acidente, detalhamento do modelo do avião, link com outros acidentes como o da Tam de 1996, o acidente da Gol com o Legacy em 2006 e o de congonhas em 2007.
Até aí acho que até faz sentido, agora o que vi no Hoje em dia, da Record já é um absurdo, cumulo da falta do que fazer, colocaram no programa uma mulher viuva de um homem que estava no vôo da Tam em 1996, ela contava detalhes de como ficou sabendo do acidente, reviveu ao vivo no programa todo o drama, chorou, enquanto os apresentadores ficavam olhando com aquela cara de interrogação para ela e o âncora com ar de quem estava louco pra fazer ela parar de falar, com certeza esperando pra entrar com o merchandising do programa.
Saber do hoje, do que realmente aconteceu de fato e linkar com outros acidentes, ok. Mas expor viuvas de 1996, fazer sensacionalismo a manhã inteira é cansativo, não sei o que é pior assistir isso, ou ver a Ana Maria Brega com seus discursos onde até parece ser solidária a alguma coisa.
Eu protesto! Protesto contra esses programas, o jornalismo formal e atuante e os rumos disso tudo!
Esqueci de comentar que reviveram também no programa o acidente dos Mamonas Assassinas, que pra quem não lembra já foi extremamente explorado no inicio do ano por todos os canais.
Qual o problema da TV hoje em dia? Porque na faculdade não nos ensinam a sermos futeis e irrelevantes nos jornais, deveriam... Já que nos veículos é isso o que nos transmitem.
Certo a partir do fato e das buscas o assunto torna-se massante, então começam a surgir suítes (notícias relacionadas mas com outras diretrizes), como levar ao jornal especialistas que sugerem possíveis causas do acidente, detalhamento do modelo do avião, link com outros acidentes como o da Tam de 1996, o acidente da Gol com o Legacy em 2006 e o de congonhas em 2007.
Até aí acho que até faz sentido, agora o que vi no Hoje em dia, da Record já é um absurdo, cumulo da falta do que fazer, colocaram no programa uma mulher viuva de um homem que estava no vôo da Tam em 1996, ela contava detalhes de como ficou sabendo do acidente, reviveu ao vivo no programa todo o drama, chorou, enquanto os apresentadores ficavam olhando com aquela cara de interrogação para ela e o âncora com ar de quem estava louco pra fazer ela parar de falar, com certeza esperando pra entrar com o merchandising do programa.
Saber do hoje, do que realmente aconteceu de fato e linkar com outros acidentes, ok. Mas expor viuvas de 1996, fazer sensacionalismo a manhã inteira é cansativo, não sei o que é pior assistir isso, ou ver a Ana Maria Brega com seus discursos onde até parece ser solidária a alguma coisa.
Eu protesto! Protesto contra esses programas, o jornalismo formal e atuante e os rumos disso tudo!
Esqueci de comentar que reviveram também no programa o acidente dos Mamonas Assassinas, que pra quem não lembra já foi extremamente explorado no inicio do ano por todos os canais.
Qual o problema da TV hoje em dia? Porque na faculdade não nos ensinam a sermos futeis e irrelevantes nos jornais, deveriam... Já que nos veículos é isso o que nos transmitem.
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quarta-feira, 27 de maio de 2009
O meu problema é maior do que o teu?
Hoje quando voltava do trabalho estava muito agitado, preocupado com os meus problemas, em como essa vida nos prega peças e me indagando o quanto estou disposto a lutar pelos meus objetivos.
Todo mundo costuma dizer que quando estamos passando por algum momento conturbado devemos agir para mudarmos a situação, mas e quando essa atitude falha? Quando nos deparamos com um dia igual ao outro sem nenhuma mudança mesmo nos esforçando para alcançarmos os nossos objetivos?
Será que toda essa venda de livros , filmes, artigos, revistas relacionados ao "eu posso", "eu consigo", "quando você deseja o universo conspira ao seu favor", ideologias feitas para vender livros de auto-ajuda que não mudam a realidade de ninguém, a não ser que a própria pessoa aja em função do sonho. Será que as pessoas realmente acreditam nisso? O universo conspirar a nosso favor não seria uma idéia que subestima a nossa verdadeira sabedoria?
Desde quando o universo em si pode agir por alguém, desde quando sentar na poltrona e esperar as coisas acontecerem é possível, poderia dizer que o máximo que o universo pode fazer para quem espera é mandar a morte "vestida de cetim" chegar, sem ser pessimista.
Enquanto ouvia uma música do Frejat "Eu só queria entender" , comecei a pensar nessas coisas, o rumo que estamos tomando, o quanto destruimos, desperdiçamos, o quanto estamos preocupados com a nossa bolha, e o quanto os outros não tem valor, ninguém tem valor, o nosso governo não da valor , e nesse pé de estar meio zonzo de estresse, meio cansado, de saco cheio, vi uma mulher próxima de uma banca de jornais que tem perto da minha casa , era mais ou menos 23hs e ela estava acrocada, percebi que estava de roupas, fazendo xixi.
Em nenhum momento achei engraçado, não achei ela uma indecente, sei lá, fiquei com pena, muita pena, ela pode ser louca de rua, sem teto, não sei, o que me veio imediatamente na cabeça foi uma sensação de tristeza e vergonha, vergonha de mim mesmo, das minhas preocupções , dos meus problemas, do quanto eu estava atordoado, e do quanto tem gente que precisa de ajuda.
Ajuda de verdade, precisa de casa, comida, banho, escova de dentes, direito do cidadão, pensei no quanto somos mesquinhos, ignorantes e cegos a tudo o que acontece ao nosso redor, não tenho poder nenhum para mudar a situação, devo pensar mais antes de votar. Mas que diferença faz , sempre elegemos os nossos candidatos depositanto ao menos um pingo de esperança no trabalho que farão, e sempre nos surpreendemos com as noticias, a noticia é a farra de passagens, o descaso dos deputados com a opinião pública, o desvio de dinheiro, sempre a mesma coisa, a mulher que estava fazendo xixi na rua, e de roupas e que logo deve ter ido dormir na calçada, esta não é noticia, para os politicos, para a policia, para você, para nós ela não é ninguém, ela não existe. E deveria eu, esquecer o que vi e continuar preocupado só com os meus problemas?
Eu me pergunto como cidadão, como jornalista sem meios formais de comunicação, o que eu posse fazer? Alguém se habilitaria a responder essa pergunta: O que a gente pode fazer?
Esperar que o universo conspire a favor dos necessitados? Esquecermos, ficarmos cegos?
Nao sei, queria ter o poder para mostrar essa cena no horário nobre pra todo mundo ver na tv, mas mudaria alguma coisa?
Todo mundo costuma dizer que quando estamos passando por algum momento conturbado devemos agir para mudarmos a situação, mas e quando essa atitude falha? Quando nos deparamos com um dia igual ao outro sem nenhuma mudança mesmo nos esforçando para alcançarmos os nossos objetivos?
Será que toda essa venda de livros , filmes, artigos, revistas relacionados ao "eu posso", "eu consigo", "quando você deseja o universo conspira ao seu favor", ideologias feitas para vender livros de auto-ajuda que não mudam a realidade de ninguém, a não ser que a própria pessoa aja em função do sonho. Será que as pessoas realmente acreditam nisso? O universo conspirar a nosso favor não seria uma idéia que subestima a nossa verdadeira sabedoria?
Desde quando o universo em si pode agir por alguém, desde quando sentar na poltrona e esperar as coisas acontecerem é possível, poderia dizer que o máximo que o universo pode fazer para quem espera é mandar a morte "vestida de cetim" chegar, sem ser pessimista.
Enquanto ouvia uma música do Frejat "Eu só queria entender" , comecei a pensar nessas coisas, o rumo que estamos tomando, o quanto destruimos, desperdiçamos, o quanto estamos preocupados com a nossa bolha, e o quanto os outros não tem valor, ninguém tem valor, o nosso governo não da valor , e nesse pé de estar meio zonzo de estresse, meio cansado, de saco cheio, vi uma mulher próxima de uma banca de jornais que tem perto da minha casa , era mais ou menos 23hs e ela estava acrocada, percebi que estava de roupas, fazendo xixi.
Em nenhum momento achei engraçado, não achei ela uma indecente, sei lá, fiquei com pena, muita pena, ela pode ser louca de rua, sem teto, não sei, o que me veio imediatamente na cabeça foi uma sensação de tristeza e vergonha, vergonha de mim mesmo, das minhas preocupções , dos meus problemas, do quanto eu estava atordoado, e do quanto tem gente que precisa de ajuda.
Ajuda de verdade, precisa de casa, comida, banho, escova de dentes, direito do cidadão, pensei no quanto somos mesquinhos, ignorantes e cegos a tudo o que acontece ao nosso redor, não tenho poder nenhum para mudar a situação, devo pensar mais antes de votar. Mas que diferença faz , sempre elegemos os nossos candidatos depositanto ao menos um pingo de esperança no trabalho que farão, e sempre nos surpreendemos com as noticias, a noticia é a farra de passagens, o descaso dos deputados com a opinião pública, o desvio de dinheiro, sempre a mesma coisa, a mulher que estava fazendo xixi na rua, e de roupas e que logo deve ter ido dormir na calçada, esta não é noticia, para os politicos, para a policia, para você, para nós ela não é ninguém, ela não existe. E deveria eu, esquecer o que vi e continuar preocupado só com os meus problemas?
Eu me pergunto como cidadão, como jornalista sem meios formais de comunicação, o que eu posse fazer? Alguém se habilitaria a responder essa pergunta: O que a gente pode fazer?
Esperar que o universo conspire a favor dos necessitados? Esquecermos, ficarmos cegos?
Nao sei, queria ter o poder para mostrar essa cena no horário nobre pra todo mundo ver na tv, mas mudaria alguma coisa?
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Capa de revista, produção da Época agora na rede
A revista Época agora disponibiliza vídeos mostrando como é o processo para produção das capas. Bem interessante http://colunas.epoca.globo.com/fazcaber/
Capa 569
Capa 570
Capa 569
Capa 570
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quarta-feira, 6 de maio de 2009
Profissão Repórter
Não sei porque mas ainda tenho a sensação de que o melhor programa jornalistico da Globo ainda é o Profissão repórter.
Sempre abordam temas relacionados ao cotidiano da grande massa brasileira, sem exagerar no tempo e com ótimas pautas.
E o Fantástico quando vai voltar a ser competitivo?
pS1: A rede record de televisão está melhor que a Globo?
Sempre abordam temas relacionados ao cotidiano da grande massa brasileira, sem exagerar no tempo e com ótimas pautas.
E o Fantástico quando vai voltar a ser competitivo?
pS1: A rede record de televisão está melhor que a Globo?
sábado, 2 de maio de 2009
Disseram
Disseram que você precisa aprender inglês.
Disseram que precisa de um trabalho.
Precisa de uma escola.
Disseram que você precisa lutar na guerra.
E beber coca cola.
Disseram que um avião caiu em Nova York.
Disseram que a gripe não tem cura.
Que o rock iêiêiê acabou.
Disseram que o presidente riu da crise.
Disseram que está tudo bem.
Que em poucos dias tudo se resolveria.
Disseram que o petróleo mata.
Que os soldados existem para defender a nação.
Disseram que a lei protege o cidadão.
Disseram que o papai noel aparece no natal.
Disseram que conflitos territoriais são diferenças religiosas.
Disseram que o Brasil é uma colônia.
Disseram que a globalizaçao é uma mistura de todo mundo dentro do mundo todo.
Disseram que o trabalho dignifica o homem.
E que o capitalismo vai cair e entrará no poder uma nova econômia.
Disseram que as multinacionais e os empresários que tomam conta do país.
Disseram que o governo é uma fachada.
Disseram que é bom comer no Macdonalds.
Que algumas doenças são criadas para vender remédios.
Disseram absurdos, continuam dizendo.
As catastrofes naturais serão mais avassaladoras.
As grandes potencias não serão mais tão grandes assim.
Disseram que acordos paralelos irão tirar os Estados Unidos e a China do poder absoluto.
Que os países que estão fora do Mercosul serão dominados por ditadores.
Que um possível boicote ao Brasil possa aproximar ideologias partidárias tão distintas.
Disseram todo o dia, no jornal na TV , na internet, no rádio e nas ruas.
No que você acredita?
Disseram que precisa de um trabalho.
Precisa de uma escola.
Disseram que você precisa lutar na guerra.
E beber coca cola.
Disseram que um avião caiu em Nova York.
Disseram que a gripe não tem cura.
Que o rock iêiêiê acabou.
Disseram que o presidente riu da crise.
Disseram que está tudo bem.
Que em poucos dias tudo se resolveria.
Disseram que o petróleo mata.
Que os soldados existem para defender a nação.
Disseram que a lei protege o cidadão.
Disseram que o papai noel aparece no natal.
Disseram que conflitos territoriais são diferenças religiosas.
Disseram que o Brasil é uma colônia.
Disseram que a globalizaçao é uma mistura de todo mundo dentro do mundo todo.
Disseram que o trabalho dignifica o homem.
E que o capitalismo vai cair e entrará no poder uma nova econômia.
Disseram que as multinacionais e os empresários que tomam conta do país.
Disseram que o governo é uma fachada.
Disseram que é bom comer no Macdonalds.
Que algumas doenças são criadas para vender remédios.
Disseram absurdos, continuam dizendo.
As catastrofes naturais serão mais avassaladoras.
As grandes potencias não serão mais tão grandes assim.
Disseram que acordos paralelos irão tirar os Estados Unidos e a China do poder absoluto.
Que os países que estão fora do Mercosul serão dominados por ditadores.
Que um possível boicote ao Brasil possa aproximar ideologias partidárias tão distintas.
Disseram todo o dia, no jornal na TV , na internet, no rádio e nas ruas.
No que você acredita?
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