Os grandes jornais como Folha de São Paulo, O Globo, Estado, Zero Hora entre tantos, seguem os mesmos padrões tanto de informações quanto na maneira de expressão das matérias.
Atualmente na grandes cidades,existem diversas opções de jornais gratuitos, os tablóides Destak e Metro são fontes de informação para milhões de pessoas em São Paulo, e apresentam matérias recortadas e capas que remetem a home dos principais portais do país, a informação se limita a poucas linhas para a publicidade atacar e pagar o produto jornalistico.
O leitor compra o jornal para adquirir informação e o que vê são páginas inteiras de anúncios publicitários, esta padronização imposta pelos grandes jornais limita o leitor no discernimento dos fatos ali expostos.Quando temos poucas opiniões ficamos com poucas opções, e isso pode influenciar até mesmo na hora de escolher um candidato em eleição, pois os grandes jornais geralmente separam o país em dois partidos politicos, os pequenos não tem chance, o povo lê o ano inteiro sobre corrupção em Brasília e no ano de eleições tem A ou B, a falta de jornais voltados a comunidades, ou em pequenas cidades padroniza o pensamento e a interpretação dos fatos da grande massa que efetivamente compra o jornal.
Se fizermos um comparativo com a publicidade nos grandes jornais e nos pequenos, as marcas ali anunciadas são em geral as mesmas, isto geraria um ciclo, onde por falta de opção o leitor concorda e acredita naquilo que esta no jornal, assiste a mesma opinião nos telejornais e nos portais da internet, lê, ouve,e assiste simultaneamente em todos os veículos de comunicação os mesmos comerciais e tem uma percepção de marcas e opiniões industrializada, produzida em larga escala para a grande massa.
Embora os tantos meios multimidiáticos estejam aí a disposição de todos, estão padronizados.
Se existissem mais opções de jornais com boa distribuição e com redações menores, talvez a disseminação da informação poderia ser mais diferenciada, poderiamos ler diversas teorias e opiniões para os acontecimentos do mundo, o que abriria nosso campo de visão seja em qualquer fator, social, cultural, economico, politico,esportivo, não ficariamos limitados a pequenas notas e outdoors.
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quinta-feira, 25 de junho de 2009
sábado, 2 de maio de 2009
Disseram
Disseram que você precisa aprender inglês.
Disseram que precisa de um trabalho.
Precisa de uma escola.
Disseram que você precisa lutar na guerra.
E beber coca cola.
Disseram que um avião caiu em Nova York.
Disseram que a gripe não tem cura.
Que o rock iêiêiê acabou.
Disseram que o presidente riu da crise.
Disseram que está tudo bem.
Que em poucos dias tudo se resolveria.
Disseram que o petróleo mata.
Que os soldados existem para defender a nação.
Disseram que a lei protege o cidadão.
Disseram que o papai noel aparece no natal.
Disseram que conflitos territoriais são diferenças religiosas.
Disseram que o Brasil é uma colônia.
Disseram que a globalizaçao é uma mistura de todo mundo dentro do mundo todo.
Disseram que o trabalho dignifica o homem.
E que o capitalismo vai cair e entrará no poder uma nova econômia.
Disseram que as multinacionais e os empresários que tomam conta do país.
Disseram que o governo é uma fachada.
Disseram que é bom comer no Macdonalds.
Que algumas doenças são criadas para vender remédios.
Disseram absurdos, continuam dizendo.
As catastrofes naturais serão mais avassaladoras.
As grandes potencias não serão mais tão grandes assim.
Disseram que acordos paralelos irão tirar os Estados Unidos e a China do poder absoluto.
Que os países que estão fora do Mercosul serão dominados por ditadores.
Que um possível boicote ao Brasil possa aproximar ideologias partidárias tão distintas.
Disseram todo o dia, no jornal na TV , na internet, no rádio e nas ruas.
No que você acredita?
Disseram que precisa de um trabalho.
Precisa de uma escola.
Disseram que você precisa lutar na guerra.
E beber coca cola.
Disseram que um avião caiu em Nova York.
Disseram que a gripe não tem cura.
Que o rock iêiêiê acabou.
Disseram que o presidente riu da crise.
Disseram que está tudo bem.
Que em poucos dias tudo se resolveria.
Disseram que o petróleo mata.
Que os soldados existem para defender a nação.
Disseram que a lei protege o cidadão.
Disseram que o papai noel aparece no natal.
Disseram que conflitos territoriais são diferenças religiosas.
Disseram que o Brasil é uma colônia.
Disseram que a globalizaçao é uma mistura de todo mundo dentro do mundo todo.
Disseram que o trabalho dignifica o homem.
E que o capitalismo vai cair e entrará no poder uma nova econômia.
Disseram que as multinacionais e os empresários que tomam conta do país.
Disseram que o governo é uma fachada.
Disseram que é bom comer no Macdonalds.
Que algumas doenças são criadas para vender remédios.
Disseram absurdos, continuam dizendo.
As catastrofes naturais serão mais avassaladoras.
As grandes potencias não serão mais tão grandes assim.
Disseram que acordos paralelos irão tirar os Estados Unidos e a China do poder absoluto.
Que os países que estão fora do Mercosul serão dominados por ditadores.
Que um possível boicote ao Brasil possa aproximar ideologias partidárias tão distintas.
Disseram todo o dia, no jornal na TV , na internet, no rádio e nas ruas.
No que você acredita?
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quarta-feira, 29 de abril de 2009
A desconstrução da TV na era da internet
Atualmente a televisão brasileira passa por mudanças, a rede globo eterna campeã de audiência a cada dia faz malabarismos para tentar se manter na liderança.
Mas o que está acontecendo? As outras emissoras teriam descoberto uma fórmula para desbancar a número 1?
Se analisarmos a Rede record por exemplo podemos ver que os programas estão a cada dia mais aproximados, o Fantástico sempre foi um bom programa, mas de um ano pra cá tem despencado no ibope, as reportagens estão ficando cada vez mais curtas, a informação vem sendo progressivamente reduzida, podemos linkar este fato ao perfil da população em geral?
Com a internet podemos ler a noticia no ato, quase simultaneamente, aconteceu? Tá no ar. E o jornalismo televisivo acaba diminuindo o seu tempo de reportagem talvez pelo fato de que as noticias que estão transmitindo já tenham sido saturados por meios on line ou impressos, mas reduzir a informação diminui a grandiosidade do veiculo transmissor da mensagem, porque ler num portal, ou no jornal, é superficial comparado a uma reportagem que envolve cobertura na rua, com entrevistas, filmagens, a imagem juntamente ao discurso supera o escrito de um site noticioso.
A record repensou a forma de fazer novelas e esta aí incomodando a globo, seriados policiais, programas de reportagem no estilo do globo repórter, Fantástico, uma imita a outra, mas no caso atual, a record imita um padrão mais antigo da globo, enquanto a globo tenta mudar transformando seus programas em "revistas eletrônicas" a concorrente imita seu passado não muito distante e se destaca.
Essa corrida para manter-se contextualizada ao mundo contemporâneo, parece estar desvirtuando a forma de fazer jornalismo na TV, não acho que fazer um programa que parece um site televisivo seja inteligente, afinal cada um no seu veiculo,esta era digital, hipermidíatica nos trás consequências refletidas nos programas de TV e resultam numa desconstrução da televisão para uma inter relação entre o virtual e o televisionado, o que de certa forma vai dia a dia chegando ao objetivo final: A era da interatividade, posso parecer "cabeça dura" em relação as mudanças , mais até a TV chegar no patamar onde se pretende (atingindo a grande massa) vamos assistindo essas experiências televisivas.
Enquanto uns imitam, outros inventam...
Mas o que está acontecendo? As outras emissoras teriam descoberto uma fórmula para desbancar a número 1?
Se analisarmos a Rede record por exemplo podemos ver que os programas estão a cada dia mais aproximados, o Fantástico sempre foi um bom programa, mas de um ano pra cá tem despencado no ibope, as reportagens estão ficando cada vez mais curtas, a informação vem sendo progressivamente reduzida, podemos linkar este fato ao perfil da população em geral?
Com a internet podemos ler a noticia no ato, quase simultaneamente, aconteceu? Tá no ar. E o jornalismo televisivo acaba diminuindo o seu tempo de reportagem talvez pelo fato de que as noticias que estão transmitindo já tenham sido saturados por meios on line ou impressos, mas reduzir a informação diminui a grandiosidade do veiculo transmissor da mensagem, porque ler num portal, ou no jornal, é superficial comparado a uma reportagem que envolve cobertura na rua, com entrevistas, filmagens, a imagem juntamente ao discurso supera o escrito de um site noticioso.
A record repensou a forma de fazer novelas e esta aí incomodando a globo, seriados policiais, programas de reportagem no estilo do globo repórter, Fantástico, uma imita a outra, mas no caso atual, a record imita um padrão mais antigo da globo, enquanto a globo tenta mudar transformando seus programas em "revistas eletrônicas" a concorrente imita seu passado não muito distante e se destaca.
Essa corrida para manter-se contextualizada ao mundo contemporâneo, parece estar desvirtuando a forma de fazer jornalismo na TV, não acho que fazer um programa que parece um site televisivo seja inteligente, afinal cada um no seu veiculo,esta era digital, hipermidíatica nos trás consequências refletidas nos programas de TV e resultam numa desconstrução da televisão para uma inter relação entre o virtual e o televisionado, o que de certa forma vai dia a dia chegando ao objetivo final: A era da interatividade, posso parecer "cabeça dura" em relação as mudanças , mais até a TV chegar no patamar onde se pretende (atingindo a grande massa) vamos assistindo essas experiências televisivas.
Enquanto uns imitam, outros inventam...
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Marshall Mcluhan , o pai da comunicação
Os conceitos de Macluhan em Os meios de comunicação como extensões do homem (editora Cultrix), foram desmistificadores e futuristas. O pai da comunicação previa as tecnologias como extensões do corpo e inteligência do homem,em geral não pensava nos efeitos ideológicos , mas em como interferiam nas sensações humanas.
Todavia devemos parar para pensar em nossos conceitos relacionados a mídia, o que me faz ser um formador de opinião em dias que ninguém busca esta opinião, ou ideologia de si mesmo, ou de sua formação psicológica e espiritual?
A imprensa escrita, a internet , a televisão, o rádio, os livros, todo este amontoado de informações, misturados a reações de nós receptores de mensagem.Ou pior toda a informação manipulada de uma forma em que acreditemos no que é veiculado como verdade absoluta. Se analisarmos o ocidente , de ponta a ponta é descrito no livro de Macluhan como uma estrada linear, reta que se chegarmos ao centro veremos a população em geral com a mesma linha de raciocinio, as mesmas idéias para todos os assuntos, sejam eles politicos, religiosos, territoriais, esportivos etc.
Os meios de comunicação como extensões do homem, ou a tecnologia como extensão em geral , foi dilacerando nosso QI de tal forma que ao compararmos o nível de QI das pessoas letradas de 1920 para cá baixou muito, então paro para pensar se a tecnologia não nos fez ficarmos mais burros e neuróticos com o volume de informação processado.
Se analisarmos "intelectuais" da internet atualmente, descobriremos além de nerds, pessoas que estão nos principais veículos de comunicação que não tem postura própria para passar adiante nos seus veículos de grande massa uma visão real do que é transmitido.
Cito aqui que se você entrar agora no G1, Terra, Ig, Uol, etc; Verá as mesmas notícias em todos os portais, e amanhã se comprar o jornal verá as mesmas notícias com mais detalhes e informações, a mídia em geral nos impõe tudo o que devemos saber, e nós ficamos inertes a tais mensagens, concordamos e opinamos mas não enxergamos mais o nosso mundo real, o mundo real está sincronizado,as mensagens impostas pelos veículos que estão no poder, donos da audiência mexem diretamente ao sistema nervoso central.
Quando querem deixar a população tranquila, só vemos coisas boas, se quiserem tumultuar só vemos desgraças, não existe um equilibrio, assistimos uma matéria sobre uma ONG que implanta um programa de incentivo aos estudos em uma comunidade carente, em seguida assistimos as mortes em Gaza, o maremoto do outro lado do mundo, o assassinato brutal de alguém em algum lugar que não moramos ,e não somos capazes de fazer nada para modificarmos o acontecido, apenas ficamos estressados e nos fechamos em casa, do mundo.
Não acho que os meios de comunicação estejam errados, porque imgino que talvez meus bisnetos vivam uma nova era de informações ,e formas de transmissão, mas este modelo de mídia que nos é imposto segue a muito tempo, e somos escravos disso tudo, lendo, assistindo, acessando, opinando a mesma velha opinião que os formadores querem formar em nós.
A tecnologia destribalizou o mundo , e hoje em dia, quanto mais avançada uma civilização, os valores estão mais perdidos, o que existe é um conformismo com tudo, um dia de fúria e um dia de paz, futebol e guerra, conflitos e novelas, comportamentos manipulados pela TV, sugestões para novas formas de viver, aceitação do que mostram ser natural, quando deveríamos parar para refletir no que somos e o que queremos, esquecendo o narcisismo que nos é imposto, que nos deixa mais burros, mais estúpidos, sem compaixão, e desonestos quando transferimos estes valores morais e sociais às ideologias dos que querem apenas nos transformar em personagens da nossa própria vida.
Todavia devemos parar para pensar em nossos conceitos relacionados a mídia, o que me faz ser um formador de opinião em dias que ninguém busca esta opinião, ou ideologia de si mesmo, ou de sua formação psicológica e espiritual?
A imprensa escrita, a internet , a televisão, o rádio, os livros, todo este amontoado de informações, misturados a reações de nós receptores de mensagem.Ou pior toda a informação manipulada de uma forma em que acreditemos no que é veiculado como verdade absoluta. Se analisarmos o ocidente , de ponta a ponta é descrito no livro de Macluhan como uma estrada linear, reta que se chegarmos ao centro veremos a população em geral com a mesma linha de raciocinio, as mesmas idéias para todos os assuntos, sejam eles politicos, religiosos, territoriais, esportivos etc.
Os meios de comunicação como extensões do homem, ou a tecnologia como extensão em geral , foi dilacerando nosso QI de tal forma que ao compararmos o nível de QI das pessoas letradas de 1920 para cá baixou muito, então paro para pensar se a tecnologia não nos fez ficarmos mais burros e neuróticos com o volume de informação processado.
Se analisarmos "intelectuais" da internet atualmente, descobriremos além de nerds, pessoas que estão nos principais veículos de comunicação que não tem postura própria para passar adiante nos seus veículos de grande massa uma visão real do que é transmitido.
Cito aqui que se você entrar agora no G1, Terra, Ig, Uol, etc; Verá as mesmas notícias em todos os portais, e amanhã se comprar o jornal verá as mesmas notícias com mais detalhes e informações, a mídia em geral nos impõe tudo o que devemos saber, e nós ficamos inertes a tais mensagens, concordamos e opinamos mas não enxergamos mais o nosso mundo real, o mundo real está sincronizado,as mensagens impostas pelos veículos que estão no poder, donos da audiência mexem diretamente ao sistema nervoso central.
Quando querem deixar a população tranquila, só vemos coisas boas, se quiserem tumultuar só vemos desgraças, não existe um equilibrio, assistimos uma matéria sobre uma ONG que implanta um programa de incentivo aos estudos em uma comunidade carente, em seguida assistimos as mortes em Gaza, o maremoto do outro lado do mundo, o assassinato brutal de alguém em algum lugar que não moramos ,e não somos capazes de fazer nada para modificarmos o acontecido, apenas ficamos estressados e nos fechamos em casa, do mundo.
Não acho que os meios de comunicação estejam errados, porque imgino que talvez meus bisnetos vivam uma nova era de informações ,e formas de transmissão, mas este modelo de mídia que nos é imposto segue a muito tempo, e somos escravos disso tudo, lendo, assistindo, acessando, opinando a mesma velha opinião que os formadores querem formar em nós.
A tecnologia destribalizou o mundo , e hoje em dia, quanto mais avançada uma civilização, os valores estão mais perdidos, o que existe é um conformismo com tudo, um dia de fúria e um dia de paz, futebol e guerra, conflitos e novelas, comportamentos manipulados pela TV, sugestões para novas formas de viver, aceitação do que mostram ser natural, quando deveríamos parar para refletir no que somos e o que queremos, esquecendo o narcisismo que nos é imposto, que nos deixa mais burros, mais estúpidos, sem compaixão, e desonestos quando transferimos estes valores morais e sociais às ideologias dos que querem apenas nos transformar em personagens da nossa própria vida.
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