quarta-feira, 29 de abril de 2009

3 minutos de comercial no horário nobre

Este foi um comercial de lançamento da revista ÉPOCA que quando idealizada, tinha por objetivo atingir um consumidor rico, culto, usaram 3 minutos do horário nobre o que deve ter custado nada mais nada menos que uns dois milhões de reais (se fosse hoje). O problema neste caso é que não pensaram num detalhe, existia a VEJA. Embora tenha sido campeão de diversos prêmios de publicidade e propaganda o planejamento se visto pelo lado do marketing não foi lá dos melhores, tanto que os comerciais posteriores ficaram simples e na casa dos trinta segundos.

A SEMANA


PS: O comercial foi excelente , mas atraiu mais aplausos do que venda de revistas.

A desconstrução da TV na era da internet

Atualmente a televisão brasileira passa por mudanças, a rede globo eterna campeã de audiência a cada dia faz malabarismos para tentar se manter na liderança.
Mas o que está acontecendo? As outras emissoras teriam descoberto uma fórmula para desbancar a número 1?
Se analisarmos a Rede record por exemplo podemos ver que os programas estão a cada dia mais aproximados, o Fantástico sempre foi um bom programa, mas de um ano pra cá tem despencado no ibope, as reportagens estão ficando cada vez mais curtas, a informação vem sendo progressivamente reduzida, podemos linkar este fato ao perfil da população em geral?
Com a internet podemos ler a noticia no ato, quase simultaneamente, aconteceu? Tá no ar. E o jornalismo televisivo acaba diminuindo o seu tempo de reportagem talvez pelo fato de que as noticias que estão transmitindo já tenham sido saturados por meios on line ou impressos, mas reduzir a informação diminui a grandiosidade do veiculo transmissor da mensagem, porque ler num portal, ou no jornal, é superficial comparado a uma reportagem que envolve cobertura na rua, com entrevistas, filmagens, a imagem juntamente ao discurso supera o escrito de um site noticioso.
A record repensou a forma de fazer novelas e esta aí incomodando a globo, seriados policiais, programas de reportagem no estilo do globo repórter, Fantástico, uma imita a outra, mas no caso atual, a record imita um padrão mais antigo da globo, enquanto a globo tenta mudar transformando seus programas em "revistas eletrônicas" a concorrente imita seu passado não muito distante e se destaca.
Essa corrida para manter-se contextualizada ao mundo contemporâneo, parece estar desvirtuando a forma de fazer jornalismo na TV, não acho que fazer um programa que parece um site televisivo seja inteligente, afinal cada um no seu veiculo,esta era digital, hipermidíatica nos trás consequências refletidas nos programas de TV e resultam numa desconstrução da televisão para uma inter relação entre o virtual e o televisionado, o que de certa forma vai dia a dia chegando ao objetivo final: A era da interatividade, posso parecer "cabeça dura" em relação as mudanças , mais até a TV chegar no patamar onde se pretende (atingindo a grande massa) vamos assistindo essas experiências televisivas.
Enquanto uns imitam, outros inventam...