quarta-feira, 31 de março de 2010

Mídia: Uma indústria de ilusões

Vou começar este post com o trecho de uma música bem famosa nos pampas gaúchos.

"Me chamam de grosso e eu não tiro a razão, eu reconheço a minha grossura. Mas sei tratar a qualquer cidadão, até represento que tenho cultura..."

Poucas pessoas não seguem tendências, não se encantam por modismos,a sociedade em geral adota novos comportamentos de acordo com a imposição da mídia.A novela do momento, a música que toca na rádio, o BBB, a chuva de São Paulo, a vida do jogador de futebol, as fotos da atriz que foi na praia no final de semana. Todos querem ver e saber o que está acontecendo.
A televisão mesmo com a chegada da internet, continua sendo o mais forte meio de comunicação existente, em termos de atingir audiência. Um minuto na televisão e o que foi dito é seguido por milhões de pessoas.
Temos como exemplo no jornalismo o caso Isabela, parte I e semana passada a parte II. Em 2008 foi o crime e em 2010 a sentença.E todo mundo assiste, vive este fato como se tivessem qualquer envolvimento com os Nardoni.
Enfim , a mídia mostra o que quer e as pessoas são obrigadas a assistir. Embora que a TV a cabo esteja ganhando milhares de adeptos, a programação também é feita com um único objetivo: O faturamento.
Ninguém se preocupa com a qualidade da programação, com o nível cultural dos telespectadores. A mídia precisa vender, e lança uma atriz famosa, que faz um comercial para uma grande marca, e, o mesmo comercial passa nas rádios e na internet, quem assiste não tem outra opção.
A TV dispersa a atenção e invade os momentos mais importantes da vida das pessoas, o momento de descanso, tempo em que se poderia ler um livro, pensar na vida, refletir, tempos invadidos por programas de baixa qualidade para enganar a população.
Os adolescentes são os que mais sofrem, principalmente os que vivem em grandes centros urbanos, São Paulo é um verdadeiro campo de pesquisa, se um dia o forró é o sucesso do momento todos ouvem forró. Semanas depois a moda é ouvir RAP, todos se vestem igual a rappers, roqueiros (tribo extinta nos dias atuais) ,as pessoas perdem a identidade em busca da ilusão.
Ilusão produzida pela mídia, grande voz. Ninguém faz nada, eles sempre vencem, a audiência a cada dia é maior e a inteligência menor.
O que importa é comprar a roupa igual a da novela, escutar as músicas do som do momento, ter a mesma opinião que todo mundo, ler as mesmas revistas, saber dos mesmos fatos, ir ao mesmo cinema para ver o filme indicado.
Somos sugados pela mídia, basta saber até quando?


PS1: Leia outro post sobre esse assunto:
http://estalodrops.blogspot.com/2009/05/todos-neuroticos.html

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Engenheiros do hawaii

O Exército de um homem só

Não importa se só tocam
O primeiro acorde da canção
A gente escreve o resto em linhas tortas
Nas portas da percepção
Em paredes de banheiro
Nas folhas que o outono leva ao chão
Em livros de historias seremos a memória dos dias que
virão
Se é que eles virão
Não importa se só tocam
O primeiro verso da canção
A gente escreve o resto sem muita pressa
Com muita precisão
Nos interessa o que não foi impresso
E continua sendo escrito à mão
Escrito à luz de velas quase na escuridão
Longe da multidão
Somos um exército, o exército de um homem só
No difícil exercício de viver em paz
Somos um exército, o exército de um homem só
Sem bandeira
Sem fronteiras
Pra defender
Pra defender
Não importa se só tocam
O primeiro acorde da canção
A gente escreve o resto e o resto é resto
É falsificação
Sangue falso, bangue-bangue italiano
Suíngue falso, turista americano
Livres desta historia, a nossa trajetória não precisa
explicação
E não tem explicação
Somos um exército,
(o exército de um homem só)
No difícil exercício de viver em paz.
Somos um exército
(o exército de um homem só)
Sem bandeira
Sem fronteiras para defender.


Não interessa o que o bom senso diz
Não interessa o que diz o rei
Se o jogo não há juiz
Não há jogada fora da lei
Não interessa o que diz o ditado
Não interessa o que o Estado diz
Nós falamos outra língua
Moramos em outro país
Somos um exército, o exército de um homem só
No difícil exercício de viver em paz
Somos um exército, o exército de um homem só
Todos sabem
Que tanto faz
Ser culpado
Ou ser capaz..
Tanto faz